para amantes da sociologia
blog de ciências humanas

Alguns Conceitos Marxianos

Por Luiz Vitor da Silva


TRABALHO: O ponto de partida para Marx analisar a sociedade, parte de que os homens interagem com a natureza e entre si mesmos para suprir suas necessidades. Nessas ações, o homem se recria e reproduz sua espécie. A essa ação denominamos trabalho, o homem, por meio do trabalho, produz a sociedade.
 O capitalismo vê a força de trabalho como mercadoria, mas é claro que não se trata de uma mercadoria qualquer. Enquanto os produtos, ao serem usados, simplesmente se desgastam ou desaparece, o uso da força de trabalho significa ao contrário, criação de valor. Oque faz o trabalho ser reconhecido como  verdadeira fonte de riqueza das sociedades.

SALÁRIO: Graças ao longo e violento processo histórico que separa o trabalhador dos seus meios de trabalho de subsistência, o trabalhador não produz mais seus meios de vida, passando a necessitar do mercado, onde ele irá vender sua força de trabalho.
  A força de trabalho. Assumindo o caráter de mercadoria só ocorre sobre o capitalismo. Dessa maneira cria-se o trabalho assalariado.
  Há uma relação de compra e venda do uso da sua força de trabalho para o capitalista. Quando o operário vende sua força de trabalho ao capitalista, ele recebe  Se um Homem adulto é capaz de sobreviver com dois pães por dia, ele receberá o equivalente para comprar apenas dois pães por dia, já uma criança ou uma mulher, que se alimentam com menos pão, receberão equivalente menor salário. Além do ‘preço’ da subsistência, coloca-se a destreza de quem trabalha.

ALIENAÇÃO: O fundamento da alienação encontra-se na atividade humana prática: O Trabalho. O fato econômico é entre o estranhamento entre  o trabalhador e sua produção, e seu resultado é o trabalho alienado que se torna independente do produtor.
 4 ASPECTOS DA ALIENAÇÃO PARA MARX:
Economicamente o capitalismo (1) alienou, separou o trabalhador dos seus meios de produção impondo um (2)  trabalho especializado em um ambiente de divisão social do trabalho (DST). O homem (3) não consegue reconhecer-se enquanto produtor de toda riqueza e enquanto classe social, (4) iludindo-se com o Estado e a democracia burguesa.
 
charge-alienação-marx-thaves-1998
charge de 1998 amplamente utilizada em vestibulares

VALOR: imaginemos que o ambiente fabril em que o capitalista invista certa quantidade de dinheiro/capital (D) comprando algumas mercadorias (M) como matérias-primas, máquinas e força de trabalho. Quando iniciamos a produção (P) novas mercadorias serão criadas (M´) e vendidas transformando-as em dinheiro (D´), de modo que o processo de produção seja assim resumido:
                                                     D – M – P – M´- D´
Sabemos que D´>D. se o trabalhador é quem cria os valores, seguramente originou dele a diferença entre D e D´.
Essa diferença entre o que foi produzido pelo operário e o que foi remunerado a ele na forma de salário chamamos de mais-valia.

MAIS-VALIA:
A mais-valia é uma categoria abstrata. Ela corresponde ao trabalho não pago, trabalho gratuito. É a forma pelo qual o dinheiro se transforma em capital. Para que isso ocorra, o dinheiro precisa gerar sobre valor, precisa ser aumentado. Ele aumenta através da mais-valia que é retirada do trabalho pelo trabalho realizado que não é pago a ele.
 A mais-valia é prova da exploração capitalista sobre o proletariado. Esse trabalho não pago, pode se dar de dois modos distintos, porem complementares:
MAIS-VALIA ABSOLUTA: Consiste no aumento (em horas) da jornada de trabalho.
MAIS-VALIA RELATIVA: Está relacionada ao aumento de tecnologia e melhoras na organização do trabalho. A lógica aqui é produzir mais em menos tempo.

relacao-trabalho-salario
Para Marx, a mais-valia era a grande expressão da dominação de classes: ao trabalhador que tudo produz, a ele, nada pertence

FETICHE DA MERCADORIA: ‘’Uma relação determinada dos homens entre si, adquire para eles a forma fantástica de uma relação de coisas entre si’’. Este é o que Marx chama de caráter fetichista da mercadoria, dado pela incapacidade dos homens perceber como sociais.
 Os homens recebem um salário, que é fruto de seu trabalho. Seu trabalho toma corpo nos produtos. Os produtos possuem valores que são medidos na troca. Ocorre que, essa troca parece se dar entre as próprias coisas. As coisas se relacionam entre si, como se estivessem enfeitiçadas – Fetichismo da mercadoria.


Veja mais em:

Nenhum comentário