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A Objetividade do Conhecimento em Max Weber


Por Jeniffer Modenuti e Marcela Arai

 

Max Weber (1864-1920)
A ciência é altamente racional, portanto, o cientista deve estar alheio ao senso comum e aos juízos de valores.

Entretanto, são os próprios valores do investigador o que o inspira em sua procura - que guiam o cientista na escolha de seu objeto - por isso não podem ser deixados de lado e tampouco devem dominar o pesquisador. Eles devem ser incorporados na pesquisa, porém cautelosamente.

Logo, o pesquisador precisa estar atento para que seus valores não contaminem os resultados da pesquisa, sendo assim, os recursos metodológicos servirão para controlar as influências dos juízos de valores.

A ciência é produto da reflexão do cientista, e não está isenta de valores do investigador, porém deve afastar-se destes valores em busca de uma verdade válida.

Para Weber, qualquer realidade que se busque conhecimento será constituída de diferentes características, que interagem entre si.

Ordenando racionalmente as evidências que reuniu, o cientista deverá atribuir conexões de causalidade e explicar os encadeamentos desses fatores.

É importante diferenciar:
a)    Juízos de Valor: significação que se dá aos objetos e problemas. Nasce de necessidades e considerações práticas historicamente apresentadas
b)    Saber Empírico: resultado da busca de verdades/resposta (os fins) através de métodos.

O cientista deve pesquisar aquilo que valha a pena conhecer, que seja importante para a sociedade.

Para Weber a ciência é uma vocação.

A “objetividade” do conhecimento científico não é, na realidade, tão objetiva. Uma vez que o indivíduo é um ser finito, ele está cercado de ideias, ideais e valores. O indivíduo obedece a uma ordem social e legítima, e reflete as normas e regras que definem quem ele é e como vive. 

Logo, qualquer que seja seu objeto de pesquisa, ele tenderá a ver neste objeto uma significação para e si e para sua sociedade. Dessa forma é definido os rumos de seu estudo, por meio de seus ideais e valores. No entanto, o investigador deve ser racional e coerente, buscando pela verdade empírica sem jamais ceder aos juízos de valor. 

Dá-se aí dizer que a atividade científica é racional com relação a fins – a verdade científica – e racional com relação a valores – a busca da verdade.

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